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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

[EUA] Unabomber lança seu primeiro livro: "Escravidão Tecnológica"














De trás das grades, antigo acadêmico expõe a filosofia Ludista de sua campanha anti-tecnológica


Seu último trabalho publicado foi um “manifesto” de 35.000 palavras que explicava os motivos por trás de sua campanha terrorista que durou 17 anos, tornando-o a pessoa mais procurada nos Estados Unidos. Hoje em dia, não mais perturbado pelo fato de seu manifesto o ter levado à sua identificação, detenção e prisão perpétua, Theodore Kaczynski decidiu lançar seu primeiro livro.

Compilado basicamente em sua cela da prisão de segurança-máxima em Florence, Colorado, a brochura Technological Slavery (Escravidão Tecnológica) explica mais profundamente a filosofia por trás das tentativas de Kaczynski de destruir a civilização Ocidental através de uma permanente série de ataques com bombas. O texto estranhamente coerente foi co-autorado com David Skrbina, um professor da Universidade de Michigan que durante muitos anos deu aulas sobre o manifesto do Unabomber como parte de um curso universitário sobre filosofia da tecnologia.

O livro contém uma coleção de ensaios e correspondências com acadêmicos com os quais Kaczynski expandiu suas crenças que inspiraram sua campanha: nomeadamente aquela, para citar uma passagem, que diz que “a revolução industrial e suas conseqüências tem sido um desastre à raça humana e que os avanços tecnológicos estão destruindo o planeta e corroendo as liberdades humanas”.

Dr. Skrbina disse que longe de ser o delírio paranóico de um homem louco, o livro é meticulosamente elaborado. “Nele são traçados argumentos lógicos, claros e sólidos”, disse. “Eu não conheci o homem pessoalmente – todos os nossos contatos foram feitos através de cartas – mas em nossos procedimentos não houve nenhum sinal de doença mental. Ele é lúcido, racional e calmo”.

Esta é uma conclusão diferente daquela em que chegou os psiquiatras da corte de justiça que avaliaram Kaczynski após o FBI o ter detido em uma remota cabana na cidade de Montana no ano de 1996. Decidiram que ele era um esquizofrênico paranóico, mas que estava suficientemente apto a suportar um processo por assassinato.

A violenta campanha de Kaczynsky, na qual três pessoas foram mortas e mais de 20 feridas, começou em 1978. Antigo acadêmico e expert em matemática, ele estava aparentemente irritado pela contínua destruição do mundo natural ao redor de sua casa e começou a enviar bombas improvisadas para pessoas de companhias de aviação, professores universitários e donos de lojas de computadores. (O apelido “Unabomber” vem de “University and Airline Bomber”, nome do caso registrado no FBI).

Na medida em que a campanha progredia, e os dispositivos se tornavam mais efetivos – e mortais – Kaczynski começou a ter como alvos aqueles profissionais que ele julgava serem responsáveis pela destruição do mundo natural. Suas duas últimas vítimas, ambos assassinados, foram Thomas Mosser, que fazia anúncios para a Exxon, e Gilbert Murray, um lobista que trabalhava para a indústria madeireira.

Os ataques terminaram em 1995, quando o manifesto de Kaczynski foi publicado pelo New York Times e o Washington Post. Ele entrou em contato com investigadores, através de cartas anônimas, prometendo parar com os ataques se o documento fosse impresso.

A publicação do manifesto levou à detenção de Unabomber: seu estilo de escrita foi reconhecido por seu irmão David, que prontamente contatou o FBI. Como parte de um acordo judicial, Kaczynski foi dispensado da pena de morte, mas foi sentenciado à prisão perpétua sem liberdade condicional.

Uma versão atualizada do manifesto está inclusa no Escravidão Tecnológica. De acordo com Dr Skrbina, isto fornece um insight à natureza dos códigos éticos que os terroristas usam para justificar suas campanhas.

“Tento separar seus crimes de seus argumentos acadêmicos”, disse Dr Skrbina. “Estou interessado em filosofia. Agora, certamente não apóio os assassinatos que ele cometeu, mas se você está estudando ética então é importante perceber que há muitos casos em que um indivíduo pode dizer, sim, há uma base eticamente justificada para matar”.

“Os governos estão, de fato, argumentando que o assassinato é justificável sempre que começam uma guerra. Em ambos, no manifesto e em suas cartas escritas para mim, que também estão impressas no livro, Kaczynski está, de fato, fazendo a mesma coisa”.

Fonte: The Independent

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

quinta-feira, 6 de maio de 2010

[Grécia] “Para todas as pessoas que usam a morte de três seres humanos para dar vazão aos seus discursos de ódio contra anarquistas”



Acabei de ouvir sobre os terríveis eventos e estou chocado. Eu acho que é muito bom que o [Blog] After the Greek Riots honre os três mortos e publique a retratação.

Para todas as pessoas, especialmente aquelas que comentam aqui, que usam a morte de três seres humanos para dar vazão aos seus discursos de ódio contra anarquistas, perguntem a si mesmas o seguinte: você já reagiu dessa maneira quando algum imigrante é espancado ou/e até mesmo assassinado pela polícia de Atenas? Você já reagiu assim quando outra dezena ou centena de civis morrem no Iraque, ou Afeganistão ou em qualquer outro lugar desse mundo? Você posta comentários cheios de ódio nas páginas da mídia oficial, pelas dezenas de centenas de pessoas que são mortas por um sistema de poder global econômico irracional em uma contagem diária?

Não? Então talvez você devesse calar a boca e começar a pensar... A não ser que realmente aprove o estado que o mundo se encontra, pois isso lhe proporciona uma TV colorida, um carro, casa própria e bananas baratas. E tudo isso somente pelo preço de ter que olhar para todos os seres humanos como competidores e ameaças em potencial!

Para todos os anarquistas e camaradas de esquerda radicais:

Enquanto não sabemos quem atirou o molotov, devemos definitivamente lutar contra a campanha midiática e política que aponta o dedo ao povo que luta contra sua miséria, devemos também ser bravos o suficiente para admitir que possivelmente foi "um de nós".

Todos os que estão envolvidos em lutas militantes de massa sabem que sempre há a possibilidade de uma tragédia como essa acontecer. Desde que não somos um partido nem qualquer tipo de instituição - e uma revolta popular nunca vai ser - não podemos nunca controlar totalmente a situação. Qualquer um pode causar esse tipo de dano com uma demonstração violenta: agentes de polícia provocadores, fascistas, hooligans, cidadão raivosos ou anarquistas de cabeça quente.

Mesmo que isso tenha sido feito por agentes do Estado ou das classes de cima, nós como anarquistas propiciamos o meio necessário! Não vamos negar isso. Exatamente porque aprendemos enquanto lutamos, exatamente por não querermos ser como um partido, como o Estado e as classes dominantes, como os fascistas, temos que ser honestos, humanos, autocríticos e ainda assim determinados.

Então, é tempo de pensar no que podemos fazer para minimizar o risco e prevenir os danos e até, como agora tragicamente aconteceu, a morte de pessoas não envolvidas.

Enquanto para mim está tudo bem em usar molotovs contra a polícia ou em ações planejadas, deve haver um consenso de não usá-los contra prédios nos quais:

a) Possam haver pessoas;

b) O fogo possa se espalhar para outros edifícios que não tem a ver, como casas residenciais. E todos sabemos que lojas com apartamentos residenciais em cima são atacadas em ações na Grécia hoje e sempre;

Atacar um banco, a loja de uma grande companhia, etc.; é sempre um ato simbólico e deve ser encarado como tal.

Usem pedras, tintas, entrem e destruam tudo se houver a possibilidade. Se usarmos fogo, não podemos controlar o desenrolar, e a mídia e os políticos ficarão felizes em poderem nos retratar como hooligans psicopatas e o simbolismo é o mesmo de qualquer maneira.

Juntar a isso o poder do fogo não vale arriscar a integridade de seres humanos.

Dito isso, toda a minha solidariedade vai aos amigos e camaradas anarquistas e de esquerda radicais na Grécia e todas as pessoas em qualquer lugar que lutam por um mundo livre do capitalismo e cheio de cooperação mútua, no qual a liberdade individual e coletiva são uma só, repletas de vida para todos, é o objetivo da sociedade!

L.

Tradução > Filipe Ferrari

agência de notícias anarquistas-ana

[Grécia] Carta de um funcionário do banco Marfin Eganatia Bank

[Das quais três trabalhadores morreram, hoje quarta-feira (05/05/2010), dois homens e uma mulher, em um incêndio numa agência em Atenas durante as manifestações contra as duras medidas de austeridade aprovadas pelo governo grego.]

Sinto-me na obrigação com os meus companheiros que morreram de maneira injusta na quarta-feira e alçar a minha voz e dizer algumas verdades. Estou enviando esta mensagem a todos os meios de comunicação. Alguém que tenha alguma consciência deve publicá-la. O resto pode continuar fazendo o jogo do governo.

O Corpo de Bombeiros nunca tinha emitido qualquer licença sobre o edifício do banco Marfin Eganatia Bank. O acordo foi feito por debaixo do pano, como acontece com praticamente todos os negócios e as empresas na Grécia.

O edifício aonde estava a agência não tem nenhum mecanismo de segurança em caso de incêndio, nem planejado ou instalado. Ou seja, nenhum sistema de dispersão ou saídas de emergência ou mangueiras. Tão só alguns extintores portáteis que, supostamente, não são suficientes para lidar com um incêndio real num edifício construído com base em normas de seguranças muito antigas.

Nenhuma agência deste banco conta sequer com um funcionário treinado na extinção de um incêndio, mesmo no uso dos poucos extintores que existem. A direção do banco também usa os altos custos de formação como uma desculpa e não toma nem as medidas mais básicas de proteção aos funcionários.

Nunca houve qualquer exercício de simulação de incêndio em todo o edifício, nem exercícios de treinamento por parte dos bombeiros, para dar instruções a seguir em caso de situações como esta. As únicas sessões de treinamento que ocorreram no banco Marfin Eganatia Bank têm a ver com situações de atos terroristas e fornecer somente o meio de escapar pelo "peixe grande" do banco.

O edifício em questão não tem nenhum caso recente de incêndio idêntico, embora a sua construção seja muito sensível em tais circunstâncias, e está cheia de materiais altamente inflamáveis do chão ao teto, como papel, plásticos, fios e móveis. O edifício é objetivamente impróprio para o uso como um banco, dada as características da sua construção.

Nenhum membro da segurança do banco tem qualquer conhecimento de primeiros socorros e combate a incêndios, apesar de serem responsáveis pela segurança do edifício. Os funcionários do banco têm de se converter em bombeiros ou pessoal de segurança, de acordo com o apetite do Sr. Vgenopoulos [proprietário do banco Marfin Eganatia Bank].

A gerência do banco proibiu taxativamente que seus funcionários abandonassem o local de trabalho hoje - apesar de eles terem pedido desde as primeiras horas da manhã -, obrigou os funcionários a fechar as portas e reiterou que o prédio teria que ser fechado durante todo o dia, tudo por telefone. Eles também bloquearam o acesso à internet para evitar que os trabalhadores se comunicassem com o exterior.

Durante muitos dias eles aterrorizaram os funcionários do banco em relação com as manifestações destes últimos dias, com a seguinte "oferta": ou trabalha, ou te demitimos.

Os dois polícias à paisana que são enviados para a agência em questão para prevenir os roubos não compareceram nesta manhã, embora a gerência do banco tivesse prometido verbalmente a seus empregados que estariam lá.

Por último, Senhores Deputados, façam uma autocrítica e parem de fingir que estão em estado de choque. Vocês são responsáveis pelo o que aconteceu hoje, e em qualquer estado justo (como o que vocês gostam de usar de vez em quando como exemplos em seus programas de TV) seriam presos por tudo o que foi mencionado acima. Os meus companheiros perderam suas vidas hoje pela esperteza: a esperteza do banco Marfin Eganatia Bank e do Sr. Vgenopoulos em particular, que afirmou explicitamente que quem não fosse trabalhar hoje [em 5 de maio, o dia da greve geral] não deveria se preocupar em vir amanhã [uma vez que seriam demitidos].

Um funcionário do Banco Marfin

Notas:

1. No parlamento grego o Partido Comunista da Grécia (KKE), acusou o governo pelas mortes, dizendo que foi um resultado da ação de agentes provocadores dos grupos fascistas. Os argumentos do Partido Comunista se baseiam no fato de que 50 fascistas tentaram entrar na manifestação do PAME carregando bandeiras da Grécia na parte da manhã. Os fascistas foram perseguidos e se refugiaram entre as forças de segurança antidistúrbios.

2. Eles acusam a extrema-direita de estar por trás das mortes, a Coalizão de Esquerda Radical (Syrisa) declarou no parlamento que o governo não pode atormentar-se com a perda de vidas, porque tem estado atacando as vidas por todos os meios possíveis.

3. Não tomamos as ruas ou arriscamos nossa liberdade e vida enfrentando a polícia para matar pessoas. Os anarquistas não são assassinos!

agência de notícias anarquistas-ana

terça-feira, 20 de abril de 2010

[EUA] Anarquista é detido em Los Angeles durante protesto Antinazista


Comunicado da Cruz Negra Anarquista de Los Angeles:

Irmãs e irmãos,

Nosso querido amigo e companheiro Julio Rodriguez foi preso sábado (17 de abril), no centro de Los Angeles, na Califórnia, enquanto protestava contra a supremacia branca, pela Polícia de Los Angeles.

Para quem não conhece Julio, ele esteve envolvido em diversos projetos nos Estados Unidos e no México, como comunidades para um ambiente melhor do Parque Huntington, Cruz Negra Anarquista de Guadalajara, educação nas comunidades Nahuatl e, recentemente, ajudou a organizar em 10 de abril um evento para arrecadar dinheiro para Urso Branco e crianças em Chiapas. Ele está preso por acusações falsas, de “assalto com arma a um policial ou bombeiro".

Ele vai comparecer no Tribunal hoje (20 de abril); sua fiança é de 50.000 mil dólares, e atualmente se encontra encarcerado no Centro de Polícia de Los Angeles.

É fundamental que, como anarquistas, anti-imperialistas, anti-racistas e anti-fascistas apoiemos o nosso amigo atrás das linhas inimigas, assim como a sua família, oferecendo a nossa ajuda no que for possível.

Protesto: "Vão pra casa, racistas"

Aproximadamente 25 membros do Movimento Nacional Socialista (NSM), um grupo neonazista, convocaram para este sábado (17 de abril) no centro de Los Angeles um protesto para repudiar os imigrantes nos Estados Unidos, cujos grupos representativos convocaram uma contramarcha.

Os neonazistas, usando uniformes negros e bandeiras com a cruz suástica, foi amplamente superado por cerca de 500 manifestantes que gritavam "Vão pra casa, racistas".

Antes de começar a passeata nazista, que foi protegida pela polícia, um grupo da contramanifestação convocada por ativistas das comunidades latinas, negras, anarquistas e também homossexuais se aproximou da sede da prefeitura de Los Angeles e atacaram um racista com tatuagens nazistas. Um segundo homem também foi agredido pelos manifestantes antinazistas. Ambos saíram com ferimentos leves.

Embora prevista para juntar centenas de nazis, apenas cerca de 25 nazistóides apareceram para seu acontecimento. Pouco depois de uma hora, os nazis concluíram o evento e foram escoltados pela polícia às pressas de volta para seus carros, sem antes receberem uma chuva de pedras, garrafas e ovos.

O NSM já realizou vários protestos no sul da Califórnia para protestar contra a presença de imigrantes nos Estados Unidos.

Fotos dos nazis, do protesto, dos ataques antinazistas:


• http://la.indymedia.org/news/2010/04/237278.php

• http://la.indymedia.org/news/2010/04/237236.php

• http://la.indymedia.org/news/2010/04/237211.php

• http://la.indymedia.org/news/2010/04/237200.php

• http://la.indymedia.org/news/2010/04/237384.php

agência de notícias anarquistas-ana

quarta-feira, 3 de março de 2010

Algumas Ações Diretas Mundo Afora Pela Libertação Animal Em Janeiro De 2010.


• Dia 1. Itália: Ataque incendiário ao restaurante Roadhouse Grill (pertencente ao grupo Cremonini), em Reggio Emilia. Foram 8 litros de gasolina e 5 bombas de gás na instalação elétrica e na cozinha. Ação dedicada a Nicu, Robbi, Andrea e a Brigada Garibaldi Antifascista, e reivindicada pela ELF (Frente de Libertação da Terra).

• Dia 1. Reino Unido: 100 galinhas liberadas de um sistema de baterias de gaiolas na passagem do ano.

• Dia 1. Croácia: No centro de Zagreb, vitrines de três lojas de casaco de pele foram pichadas com a palavra “Assassinos”. É a primeira vez que lojas de casaco de peles são pichadas na Croácia.

• Dia 2. França: Em Paris paralelepípedos foram lançados contra a vitrine de uma peleteria, os muros foram pichados e as fechaduras travadas.

• Dia 5. Alemanha: Incendiado o carro do vice-presidente da Fortress (empresa que financia o laboratório de experimentação animal HLS, um dos maiores do mundo), em Kettwig.

• Dia 5. Itália: Em Cermenate três cabras são libertadas. “Foi uma agonia separar os três filhos de suas mães, mas teria sido pior deixá-los chegar a um final horrível”.

• Dia 6. Itália: Um centro de caça de codornas foi atacado em Vedocchio (Milão). O mesmo centro foi atacado no verão. As janelas foram quebradas e duas garrafas cheias de tinta vermelha foram jogadas no interior do local.

• Dia 10. Itália: Quebram os vidros, furam os pneus e picham um caminhão de carne e um furgão utilizado para transportar leite e queijo em Roma.

• Dia 13. Suécia: Em Lund, loja de casaco de peles (Scandinavian Sportsman) teve seus vidros quebrados e seu muro pichado.

• Dia 14. Chile: As janelas do restaurante “Parrilladas Argentinas” são quebradas, a fachada é pichada e manchada com bombas de tinta vermelha. No caminho uma imobiliária teve também suas janelas quebradas. “Com estes atos saudamos os companheiros Abraham López e Fermín Gómez, enjaulados pelo Estado mexicano, e a Matías Castro, enjaulado pelo Estado chileno. Força companheiros, daqui nos irmanamos com suas idéias e prática, multiplicando as ações. FLA/FLT (Frente de Libertação Animal/Frente de Libertação da Terra)”.

• Dia 16. México: Abraham López Martínez, de 16 anos, entra como preso preventivo em um centro de menores a espera de um juízo. Ele é acusado de danos e associação criminal, relacionados com o incêndio de nove carros e um ataque com bomba a uma concessionária da Harley Davidson, reivindicados pela FLT (Frente de Libertação da Terra). Você pode mandar uma mensagem para o Abraham através da Cruz Negra Anarquista do México: cna.mex@gmail.com

• Dia 17. Itália: Liberado um cachorro de um criadouro, em Lodi.

• Dia 17. México: Coca-Cola atacada pela FLA/FLT (Frente de Libertação Animal/Frente de Libertação da Terra). “Desta vez colocamos duas cargas de dinamites nas janelas dianteiras das oficinas de troca e compra-e-venda da engarrafadora Femsa, propriedade da asquerosa multinacional Coca-Cola, as quais ficaram completamente destruídas pela explosão. O atentado foi feito no município de Ecatepec no Estado do México”. (...) “Esta ação foi dedicada, com todas nossas ânsias de liberdade, aos presos Víctor, Emmanuel, Abraham, Fermín e Socorro de Tijuana. Que a solidariedade direta se multiplique em cada ação clandestina, por sua liberação incondicional. FLA/FLT”.

• Dia 18. Uruguai: 8 pombas liberadas de um mini-zoológico localizado no balneário turístico.

• Dia 18. Reino Unido: Lewis Pogson é sentenciado a três anos de prisão por ser declarado culpado da libertação de 129 coelhos da granja Highgate, em janeiro de 2008. Você pode escrever para ele no seguinte endereço:

Lewis Pogson #A6454AK

HMP Lincoln

106 Greetwell Road

Lincoln LN2 4BD

Reino Unido


• Dia 18. Irlanda: Um KFC é atacado. Dois tijolos foram lançados contra as janelas e as portas foram quebradas aos chutes.

• Dia 20. Itália: Bombas de fumaça numa loja da Max Mara, em Nápoles. Estilhaçam os vidros e lançam bombas de fumaça que estragam o material da loja. Deixam uma nota explicando os motivos da ação. Na mesma noite atacam outra loja da mesma forma e incendeiam dois caixas automáticos.

• Dia 22. Uruguai: liberam 22 papagaios comuns de um criador de aves. Não restou nem um nas jaulas.

• Dia indeterminado. Espanha: Em plena época de Natal, o diário El País recebia uma chamada anônima. Nela se informava sobre a contaminação (com água sanitária e pequenos pedaços de vidro) e a disposição de várias garrafas do produto “Head and Shoulders” da companhia Protect e Gambler em vários supermercados e grandes armazéns da comunidade de Madri. Na chamada, se insistiu que sabotagens como esta continuariam sendo realizadas enquanto a companhia não abandonasse as experiências em animais.

• Dia indeterminado. Estados Unidos: Atacam com bombas de ácido os vidros de um McDonalds, em Utah.

• Dia indeterminado. Itália: Vidros do carro de um caçador foram quebrados enquanto este estava caçando, em Tivoli.

• Dia indeterminado. Estados Unidos: Travada as fechaduras de uma firma de carruagens de cavalos, em Salt Lake City.

• Dia indeterminado. México: Destroçam os vidros de uma loja de “venda de filhotes”, em Guadalajara.

Fonte: Bite Back

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Viver a anarquia!



















Na quinta-feira à noite, 1 de outubro, quando faltavam apenas alguns minutos para começar o dia 2 - dia fatídico, símbolo indiscutível da repressão e da barbárie, no México - um companheiro chegado me disse que na parte da manhã, tinha sido preso novamente Alfredo Maria Bonanno. Desta vez na cidade de Trikala, no norte da Grécia.

A prisão ocorreu minutos depois de uma expropriação conseguida numa sucursal bancária no centro da cidade helênica. Com 46,900 Euros no saco, Alfredo e seu parceiro, de idéias e ação, Christos Stratigopoulos, conseguiram fugir da cena de carro; infelizmente, foram interceptados numa barreira policial após enfrentamento com disparos com as autoridades. Acusados de roubo com arma – depois de nove horas de audiência – ambos foram condenados a “prisão preventiva”, sentença que, segundo a legislação grega, pode ir até dezoito meses de prisão.

Alfredo Maria Bonanno, editor responsável das revistas Provocazione e Anarchismo desde a década de oitenta, com mais de vinte volumes e uma infinidade de brochuras a saber [1], sem dúvida, é o mais importante teórico do anarquismo contemporâneo, conhecido no nosso meio pelas suas reflexões à volta do projeto insurrecional e suas aproximações metodológicas. Entre os seus livros destacam-se Poder y Contrapoder, La dimensión anárquica, Teoría y Práctica de la Insurrección, La destrucción necesaria e, Afinidad y organización informal. Igualmente, são de salientar entre a sua ampla produção de brochuras, La tensión anárquica, Otra vuelta de tuerca del capitalismo e El placer armado, esta última proibida na Itália e pelo que o condenaram a 18 meses de prisão, acusado de “apologia à violência e à subversão”.

Voltaria a visitar a prisão em 1989, ao ser detido com seu companheiro Pippo Stasi, Durante uma expropriação frustrada pela polícia a uma joalheria em Bergamo. Desta vez, permaneceria dois anos na prisão ao serem reduzidas todas as condenações por decreto governamental, numa tentativa de nivelar as diferenças na administração da justiça resultante da aplicação do novo Código Penal. Para Alfredo e Pippo, esta foi apenas uma questão de "boa sorte" e uma excelente oportunidade de "voltar à luta”.[2] Em meados de novembro de 1995, desenvolve-se na Itália uma caça às bruxas anti- anarquista. A operação repressiva seria chefiada pelo promotor Antonio Marini e ficaria tristemente conhecida como o "Processo Marini”, transbordando os limites da infâmia. Entre os delírios do Procurador estaria a invenção da ORAI (Organização Revolucionária Anarquista Insurrecional), organização fantasma que iria colocar atrás das grades, em 1996, sessenta e oito anarquistas, incluindo Alfredo Maria Bonnano, acusado de ser o autor intelectual e o ideólogo dessa dita organização . A farsa, supostamente sustentada na brochura de sua autoria "Nueva vuelta de tuerca del capitalismo", na qual, segundo a acusação, é sintetizado o “programa fundacional” da organização rebelde. O "processo Marini" culminaria em 20 de abril de 2004, com a condenação de onze dos companheiros detidos. Bonanno, seria um deles, condenado a seis anos de prisão por “apologia e propaganda subversiva” entre outros “delitos”.

Alfredo, nasceu na cidade de Catania, Sicilia, em 1937. Aos 13 anos teve o seu primeiro encontro com o anarquismo, num movimento totalmente polarizado. Naquela época este estava fortemente dividido entre “puristas” e “revisionistas”. No primeiro grupo, concentra-se a maior parte do anarquismo italiano, organizados dentro da FAI (Federação Anarquista Italiana); o segundo, se constituía à volta da corrente conduzida por Pier Carlo Masini, com rígidas abordagens em prol da “unidade tática”. Esta corrente, designada como “revisionista marxista” era uma divisão no interior da FAI, dirigida por Masini e animada por jovens que provinham mais do antifascismo que do movimento anarquista propriamente dito, alguns deles integrantes de Gioventù Anarchica. Foi nessa época que Pier Carlo Masini, indo a Catania fazer uma palestra apelou à formação de um movimento disciplinado, orientado e federado, que impulsionasse o proletariado e fosse a sua vanguarda; obsequiando os presentes com L’ Impulso [3] a modo de apresentação. Pouco depois, durante o Encontro de Frascati, celebrado em 12 de março de 1950, o grupo de Masini separa-se da FAI, ao não serem admitidos no dito encontro, constituindo-se como os Gruppi Anarchici di Azione Proletaria (GAAP).

Todavia, não seria antes de 1953 no “Congresso Nazionale di Civitavecchia” que se produziria a ruptura definitiva entre os gaapistas e a FAI. A partir daí os GAAP perderiam influência e se consumiriam, passando a engrossar diferentes organizações da esquerda autoritária e demostrando as suas verdadeiras intenções. [4]
Perante esta dicotomia tão primária, no interior do especifismo italiano, a maioria dos jovens optaria por desligar-se, separando-se da Gioventù Anarchica. Por não se sentirem identificados com nenhuma das correntes em conflito, viriam a constituir uma miríade de grupos nomeados segundo a região ou cidade a que pertenciam (Milano I, Bologna I, etc.), diferenciando-se assim do GAAP e da FAI. [5] Estes jovens, voltavam o olhar para a história do anarquismo e recorriam a práticas da organização informal e à ação direta, deixando por um lado o “anarquismo de laboratório” (e de salão) da FAI e o bolchevismo “libertário” dos Grupos Anarquistas de Ação Proletária. Sem querer, foi o primeiro passo em direção ao caminho, dezessete anos depois, que conduziria ao abandono do nefasto “anarquismo em transição”. [6]


Retomando as práticas anarquistas, conseqüentes com as suas teorias, a expropriação tornou-se rapidamente o meio ideal para estes núcleos autônomos de jovens que, através da práxis, começavam a difundir o seu ideal. Começaram por se apropriar dos meios necessários para editar as suas publicações e logo em seguida dos materiais para o ataque direto contra o Estado-capital e seus representantes. Assim, alguns desses grupos de afinidade decidiram arrecadar os fundos necessários para a realização do primeiro Campeggio Anarchico Giovanille. Desta forma, entrariam em contato com José Lluis Facerías, que estava refugiado na Itália naquela época sob o pseudônimo de Alberto e que apoiaria com entusiasmo o projeto que, sob o seu impulso, logo se materializaria em "Campeggio Anarchico Internazionale”. Verdade seja dita, embora em teoria fosse assumidamente anarco-sindicalista e defensor da organização centralizada, na prática exigia a expropriação e a ação direta e como método de organização recomendava um grupo mínimo de afinidade. Assim, juntamente com outro companheiro espanhol, forma um grupo de ação integrado por 2 jovens de Gênova e um de Turim, que realiza uma expropriação de sucesso à custa do Banco de Turim. A esta ação seguiram-se inúmeras expropriações ao largo e no interior de toda a bota itálica [referencia à forma do país que parece uma bota] que tornariam possível o primeiro acampamento e os subseqüentes [7]. Sem dúvida estes fatos influenciariam de forma decisiva os jovens anarquistas italianos nos anos cinqüenta, entre eles, Alfredo Maria Bonanno. [8]

Aos 73 anos, com mais de cinqüenta anos dedicados, em pensamento e ação, à Anarquia, Alfredo Maria Bonanno, continua na luta, coerente com a práxis que perfilha e com o seu projeto de vida: VIVER A ANARQUIA. Por isso, em alguns setores "obscuros" dos nossos meios é condenado e, pior, é silenciado. Não há a menor dúvida: Alfredo, é uma ameaça, não só para o clero e o Estado-capital que combates diariamente com unhas e dentes. É também uma ameaça para o “oficialismo libertário" e um flagelo para a reação imobilista que se disfarça com a sua camisa negra no conforto do status quo, apelando à inação e que deposita as suas “esperanças” na evolução eterna e parcimoniosa da Humanidade. Alfredo vive a Anarquia, não a abandona ao laboratório nem - muito menos - a limita ao passado, reduzindo-a à comemoração de efemérides e à leitura passiva dos livros de história.
Hoje, aqui e em todas as partes, urge a SOLIDARIEDADE com Alfredo e Christos. Não a solidariedade puritana das Carmelitas Descalças em Comunhão com a Santa Anarquia, a SOLIDARIEDADE DIRETA com os nossos companheiros de luta, nossos irmãos de idéias. Essa SOLIDARIEDADE DIRETA que faz cair os poderosos e aterroriza os "incluídos". A SOLIDARIEDADE ANÁRQUICA, que estremece o Estado-capital cada vez que se concretiza. Essa SOLIDARIEDADE que nos incentiva a destruir o presente porque os nossos corações habitam o futuro. Demonstremos que deste lado do Atlântico também vivemos a Anarquia!


Gustavo Rodríguez. México, Outubro de 2009

Nota: Os advogados defensores de Alfredo Maria Bonanno, solicitaram às autoridades gregas que lhe seja concedida "prisão domiciliária" por razões de saúde. Neste momento ocorrem jornadas de solidariedade a favor dos companheiros, tanto na Grécia, como na maioria dos países onde se registra presença ativa anarquista. Foi também criado um Fundo de Solidariedade para com Alfredo e Christos, que pode ser contatado através do endereço de email: smolikas2@gmail.gr

Ensaios de Alfredo María Bonanno traduzidos em castelhano:

• Autogestión. Campo Abierto Ediciones. Madrid, 1977.
• Anarquismo y elecciones. Editorial Síntesis. Barcelona. 1979
• No podréis pararnos. La lucha anarquista revolucionaria en Italia. (Seleção de textos). Ediciones Conspiración e Editorial Klinamen. Barcelona, 2005.
• El placer armado
• La tensión anarquista
• Enfermedad y capital
• Movimiento ficticio y movimiento real • Destruyamos el trabajo
• Unas breves notas sobre Sacco y Vanzetti
• Nueva vuelta de tuerca del capitalismo
• El proyecto insurreccional
• Crítica a los Métodos Sindicales
• Por una Internacional Antiautoritaria Insurreccionalista
No podréis pararnos. La lucha anarquista revolucionaria en Italia
. (Seleção de textos). Ediciones Conspiración y Editorial Klinamen. Encontra-se disponível em formato PDFem: http://www.editorialklinamen.org/archivos/libros/nopodreis.pdf


Textos em inglês em:

http://theanarchistlibrary.org/category/collaborative-tagging/alfredo-m-bonanno
Todos os seus livros, folhetos e artigos, em italiano, em: www.edizionianarchismo.net

Alguns dos seus textos também foram traduzidos para o alemão, croata, francês, grego e russo.

[1] A sua obra consta de vinte e três livros editados e seis em preparação, além de dezoito folhetos impressos, que em conjunto com os seus textos, versam a Anarquia, o poder, a religião e a autonomia individual, entre outros temas. Em particular, faz-se ênfase no projeto insurreccional anárquico e sua metodología.

[2] Vid, carta de Alfredo Bonanno e Pippo Stasi, no final da condenação. Disponível em: http://alphabetthreat.co.uk/elephanteditions/provocazione/textarticles/gladtoseeyou.txt

[3] L’Impulso, começou a ser publicado em setembro de 1949, como Órgão do Comité Inter-regional para um movimento orientado e federado. Vid, Téllez, Antonio. A guerrilha urbana I. Facerías, págs. 273-275. Ruedo Ibérico Ediciones, París, 1974.

[4] O seu máximo líder, Pier Carlo Masini, passou-se para as filas do Partido Comunista Italiano. L’Impulso: publicou-se até abril de 1957, quando o GAAP se fundiu definitivamente com o “Movimento da Siniestra Comunista” que tinha o seu próprio órgão oficial “Azione Comunista”. Ibidem. p. 274.

[5] Id.

[6] Quando falamos de anarquismos “clássico”, “de transição” e “pos-clássico”, Trata-se de oferecer uma idéia de sequência temporal, a partir das teorias desenvolvidas por Rafael Spósito (Daniel Barret), absolutamente necessárias na hora de analizar o desenvolvimento do anarquismo, sem que isso implique, como aponta Spósito, que o assunto se esgote -nem muito menos- a compreensão dos seus meandros teóricos e ideológicos.

[7] Téllez, A, Op cit. p. 279.

[8] Bonanno, Alfredo María, A mano armata, Pensiero e Azione -14, Edizioni Anarchismo, Trieste. 2009.


Tradução > Liberdade à Solta


agência de notícias anarquistas - ana

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ações pela Libertação Animal e da Terra pelo mundo!





[México] Ataque incendiário contra museu de caça Albarran em Guadalajara

Comunicado:

Na escuridão da noite de 8 de outubro, a nossa célula penetrou em uma das colônias mais luxuoso da nossa cidade onde se encontra um lugar que expõem cadáveres de animais como troféus, assassinados por um dos homens mais ricos de Guadalajara que pensa que pode abusar dos animais sem receber um merecido revide, e assim foi. Mais de 11 litros de gasolina arderam na fachada do lugar, e ainda deixamos uma mensagem: "respeite a vida selvagem animal e da terra - FLA". E escapulimos na escuridão como sombras.

Queremos esclarecer à imprensa e à polícia que o nosso grupo não é apenas um bando de "jovens" sem qualquer fundamento ideológico, nossos fundamentos se baseiam na liberdade e respeito por todos os seres que existem, por isso lutamos para abolir o antropocentrismo, culpado pelo assassinato da terra e pela dominação dos animais; ressaltamos que nossos ataques seguirão, e nossas ações serão cada vez mais eficazes.

Frente de Libertação Animal (Animal Liberation Front, ALF)

[Suécia] Visons liberados em Eksjo

A mídia informou que cerca de 1.000 visons foram liberados de suas gaiolas em uma fazenda em Eksjo, em 5 de outubro.

Tubulações de água e equipamentos agrícolas da fazenda também foram destruídos. Esta é a quarta vez que a fazenda é alvo de uma ação liberacionista, a mais recente foi levada a cabo em abril último.

O agricultor já anunciou que irá fechar a fazenda.

[Dinamarca] Mais de 10 mil visons liberados

A mídia dinamarquesa informou que mais de 10000 visons foram libertados das gaiolas de duas grandes fazendas de peles nesta semana. Durante a noite de 6 de outubro 6000 visons foram libertados de uma fazenda perto de Søndervig após as gaiolas serem abertas e os portões da propriedade destruídos. Em seguida, na madrugada do dia 9 de outubro, 5000 visões foram liberados de suas gaiolas em uma fazenda na cidade de Fousing.

[Reino Unido] Sabotagem contra carros de um circo

No norte de Londres, vários veículos do Zippos Circus foram arranhados e suas portas sabotadas (coladas) na noite de 4 de outubro, em nome da Frente de Libertação Animal (Animal Liberation Front, ALF). “Os animais não são propriedade do circo e pessoas compassivas não deixarão de realizar essas ações até que se acabe a escravidão.“

[Reino Unido] Peixe resgatado de um parque

Na sexta-feira, 3 de outubro, um peixe foi liberado de um stand de um parque de diversões onde estava a ser usado como um prêmio. Lá muitos peixes são tratados como brinquedos, em vez de indivíduos vivos, e estão todos em pequenos sacos de plástico, onde apenas conseguem dar uma volta ao seu redor. Depois de várias tentativas para matá-lo pelo pessoal do stand, o peixe foi alcançado e levado para uma casa onde ele está atualmente à espera de ser enviado para um lugar melhor.

Até que todos sejam livres!

[Itália] Visons são libertados em Castel di Sangro

130 visons foram liberados de uma pequena fazenda em Castel di Sangro, de propriedade de Raffaele D'Amico. Segundo a imprensa local, todas as gaiolas foram abertas, todos os cartões de reprodução (de identificação) foram destruídos e a sala de extermínio foi incendiada. Essa fazenda já tinha sido alvo do ataque da Frente de Libertação Animal (Animal Liberation Front, ALF) em 2003, e o agricultor está atualmente a ser julgado por agressão contra os ativistas da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals - Pessoas pelo Tratamento Ético aos Animais) que organizaram uma manifestação junto com uma equipe de TV no interior da fazenda há alguns anos atrás.

[México] Sabotagem contra torre de telefone celular

Comunicado:

Na noite de 4 de outubro nós nos dirigimos para o matagal próximo do viaduto Atizapana, sobre a rodovia México-Toluca, no Estado do México; para sabotar uma das muitas propriedades da empresa destruidora Telmex, se tratava de uma grande torre de telefone celular que estava protegida por uma cerca de metal. O impacto ambiental de implantar uma torre como esta sobre a terra é indiscutivelmente prejudicial, uma vez que para introduzi-la sobre a natureza teve que ser cortado diferentes árvores onde viviam diversas espécies, contribuindo assim para que muitas das ondas magnéticas que emitem essas torres deixem a terra árida e seca.

Ao analisar esses efeitos e outras coisas, concluímos que a sabotagem contra este maquinário destruídor dos ecossistemas e que expande a civilização deve ser agora! Nós não vamos permitir que empresas como a Telmex continue com o seu luxo de andar transformando a terra em uma mercadoria para lucrar sem receber uma resposta vigorosa dos e das eco-radicais.

É por isso que nós montamos um dispositivo incendiário, com seis litros de gasolina; temos penetrado nesta propriedade “privada” destruindo suas cercas e pusemos tal dispositivo no alto dos cabos que conduziam os sinais telefonia. Como era esperado nosso presente funcionou bem, e o fogo destruiu completamente os cabos, além das caixas centrais que estavam abaixo da torre explodiram deixando a torre do nojento Carlos Slim inutilizada, causando prejuízos de milhares de pesos.

Frente de Libertação da Terra (Earth Liberation Front, ELF)

[Rússia] Ataque incendiário contra máquinas em Moscou

Comunicado:

Chegou a hora de dizermos: "Chega!"

Esta noite de 2 de outubro, proclamamo-la como o início da nossa luta, a luta da Frente de Libertação da Terra (Earth Liberation Front, ELF). Luta contra aqueles que, apesar dos protestos populares, destroem impiedosamente a Natureza para sacar as suas vantagens monetárias.

Desta vez, pagaram por seus atos, queimamos um trator e uma retroescavadeira que cavava uma trincheira ao longo da floresta Butovskiy para colocar uma tubulação de água quente para o edifício do Serviço de Inteligência. Com esse plano eles pretendem cortar 135 árvores e 268 arbustos. O Serviço de Inteligência quer exterminar a floresta, fato que vai piorar a situação ecológica no sul de Moscou.

Não ouviram (não queriam ouvir) a voz do povo, por isso nessa noite de 2 de outubro iluminamos o nosso caminho de casa queimando suas máquinas.

Queremos que este atuar seja um estímulo para mais ações audazes, contra aqueles que estão matando a terra.

Quando não ajuda a força da palavra, ajuda a força do fogo.

Madrugada de 3 de outubro...

Frente de Libertação da Terra (Earth Liberation Front, ELF)

agência de notícias anarquistas-ana

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

[Peru] Pronunciamento libertário sobre os acontecimentos na Amazônia





















Pretendem que a gente viva uma farsa. O poder opressor (Capital, Estado etc.) não somente utiliza da violência física para nos controlar, mas também cria uma jaula invisível chamada “normalidade” para se apoderar do pensamento e das aspirações dos dominados, impedindo-os de ver a possibilidade de sua própria libertação. Quem desobedecer será sancionado socialmente como sonhador ou subversivo. Os meios de comunicação também são armas: disparam cortinas de fumaça para desviar a nossa atenção, e assim esquecemos as injustiças cotidianas. A imprensa maquia os fatos, os transforma em mercadoria, banaliza a morte. Por isso, enquanto as pessoas eram assassinadas em Bagua, rapidamente o sistema tratou, em primeiro plano, de fazer um teatro, exaltando novas glórias esportivas, com manchetes repletas de fervor patriótico: o vermelho da bandeira peruana se sobrepondo ao vermelho do sangue dos mortos no conflito ainda não resolvido na Amazônia.

O regime pretende ocultar que ainda existem centenas de desaparecidos, dezenas de presos, famílias desconsoladas, comunidades incompletas, pois, no ataque policial, muitos daqueles que fugiram ainda não voltaram. As arbitrariedades nas prisões são as coisas mais comuns. Pretendem provocar a desmoralização das pessoas para acabar com anos de luta e organização, mas, apesar da repressão, os povos amazônicos seguem dispostos a lutar.

Não, não defendemos a soberania nacional, se isto significa propriedade do Estado e domínio de sua burguesia local. Somos partidários da administração direta das comunidades, de sua capacidade de autogestão. Somos contra o desenvolvimento cego e a indústria depredadora, é o momento de formular formas radicalmente distintas de convivência, sem exploração do homem e da natureza. Não atacamos a empresa transnacional por ser estrangeira, mas sim por ser exploradora, capitalista. A luta amazônica não foi provocada pelo chavismo ou outros supostos agitadores. Estas são mentiras do governo que quer encontrar falsos culpados e negar a capacidade das comunidades de atuarem por si mesmas. Defendemos a autonomia dos povos e desejamos espaços livres de contaminação não somente no Peru, mas em todo o mundo. Este conflito não é uma guerra de “Estados imperialistas” contra suas Neo-colônias, o Capital usa qualquer bandeira (o inimigo também se veste de vermelho e branco) por isso compreendemos que, para nos liberar, é inútil falar de “pátria”.

Não se trata de manter espaços para o turismo ou de uma saudade cafona do bom selvagem. As comunidades indígenas possuem seus próprios conflitos. Não idealizamos, simplesmente somos solidários contra o inimigo comum. O poder opressor tem atacado sem dó, tem matado, continua matando e pretende que a gente olhe para outro lado para que possa prosseguir impunemente. Esta luta é a luta de todos, e se hoje são os indígenas amazônicos, amanhã pode ser qualquer um o “desaparecido”, pois o Estado e o Capital são o mundo da não-troca, da homogeneidade repressiva que cospe em nós se tivermos a ousadia de questioná-los. Para este mundo, somente existimos como objetos, como mercadoria, somos descartáveis.

Lutemos. Vamos opor a essa normalidade homogeneizante a nossa diversidade crítica. Sejamos a negação dessa farsa. Como dizem os zapatistas no México: Se neste mundo não cabemos, então outro mundo terá que ser feito.

Anarquistas em Lima

Sábado,15 de agosto de 2009.

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

[EUA] "Companheiro" era um infiltrado do FBI


[Recentemente foi descoberto um agente secreto do FBI que se infiltrou e espionou as comunidades anarquistas e anti-guerra nas cidades de Tacoma e Olympia, localizadas no Estado de Washington. Nos últimos dois anos o militar participou de reuniões, eventos e ações organizadas pelos ativistas em ambas as cidades levantando informações sobre ele/as. Suspeita-se que exista uma grande rede de espionagem em todo Estados Unidos mirando anarquistas, ecologistas radicais, ativistas anti-guerra, entre outros dissidentes. A seguir um texto escrito por um companheiro estadunidense que também pode servir de alerta para comunidades anarquistas fora daquele país.]

Um aviso aos companheiro/as anarquistas

A caça às bruxas continua. A Limpeza Vermelha e o McCartismo, muitos diriam, são relíquias dolorosas, e pertencem ao passado. Infelizmente, como o programa jornalístico independente Democracy Now! (Democracia Já!) divulgou, isto não é verdade.

O Governo Federal dos Estados Unidos, uma entidade que somente existe para receber ordens do setor privado (veja o desastre do setor da saúde), ainda está tentado criminalmente encontrar terroristas insanos que bombardeiam as pessoas, vivem nas florestas, e aspiram um mundo de caos, que também se auto-referem como anarquistas. Para o desalento deles, isto é, na verdade, um tanto difícil de encontrar.

Esta não é a hora e nem o lugar em que tratarei sobre violência; que é uma discussão muito válida. Mas não hesitaria em afirmar que o/as anarquistas são estatisticamente muito menos violentos que os chefes de Estado, corporações ou a maioria dos outros grupos.

Infelizmente para o/as anarquistas, isto não é uma relíquia, e devemos ser cauteloso/as e vigilantes em relação ao que fazemos e com quem nos juntamos.

Brendan Maslauskas Dunn, anarquista e ativista antimilitarista, descobriu que um companheiro era na verdade um espião militar, assim como o Democracy Now! contou. Ele descobriu que seu amigo “John Jacob” era na verdade um espião chamado John Taylor, um espião militar que atuava via The Freedom of Information Act¹ (Ato pela Liberdade de Informação).

Qual era a missão do John Taylor? Maslauskas Dunn disse que ele fazia parte de um enorme projeto do FBI para monitorar os meios anarquistas a fim de encontrar motivos para dar batidas policiais nos Infoshops, ou nas casas do/as ativistas.

Segundo Maslaukas, entre outras ações realizadas, “a polícia colocou uma câmera, uma câmera de vigilância, na rua que dá para o centro comunitário do/as anarquistas em Tacoma, chamado Pitch Pipe Infoshop”.

Mais perturbador, a polícia planejava fazer uma batida na casa onde Maslauskas e outro/as ativistas vivem na tentativa de encontrar explosivos, drogas, e outras armas.

Companheiro/as, espalhem essa mensagem, especialmente em Tacoma e Olympia. Neste ponto, não sabemos empiricamente o quão meticulosa permanece esta operação. Então, tome cuidado com as novas pessoas dentro de seus próprios meios locais, mantenha suas orelhas e seus olhos abertos, e divulgue a informação para que companheiro/as anarquistas possam ficar atento/as. Com o capital global enfrentando crises, é muito provável que a caça às bruxas se intensifique.

Alex Bradshaw

[1] Lei que permite espionagem sem mandado judicial nos Estados Unidos, criada pelo ex-presidente estadunidense George W. Bush.

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

terça-feira, 26 de maio de 2009

Contra o capital, emergem os Black Blocs


[Como se viu na reunião da cúpula do G-20 em Londres, os Black Blocs são a lança inflexível dos enfrentamentos com a polícia, a destruição de propriedades capitalistas e a ocupação momentânea de certas zonas centrais das cidades.]

Hakim Bey poderia contemplar a influência de sua obra através das telas de televisão. O teórico da TAZ, Zona Autônoma Temporária (Temporary Autonomous Zone), criou um conceito que determinados grupos logo converteram nos Black Blocs. Estes grupos são os que, no curso das manifestações contra o G-7, a OTAN, o FMI e o G-20, ocupam a cabeceira das mobilizações e se transformam em comando de choque: sucursais de bancos destruídas, automóveis de luxo queimados, vitrines de lojas “para ricos” quebradas e enfrentamentos diretos com as forças da “ordem” que caracterizam um modo de ação que remonta os anos 80 e que a partir dos 90 utilizou os princípios enunciados por Hakim Bey. Este autor anarquista se chama na realidade Peter Lamborn Wilson. Escritor, poeta e político, Wilson se define como um "anarquista ontologista".
Sua obra, que é escrita com o pseudônimo de Hakim Bey, teoriza uma força crítica de ocupar o espaço controlado pelos aparatos estatais. As TAZ “aparecem e desaparecem para escapar melhor dos agrimensores do Estado. As TAZ ocupam provisoriamente um território, no espaço, no tempo, no imaginário e se dissolve enquanto está sendo repercutida. (...) A TAZ é uma insurreição fora do Tempo e da História, uma tática de desapropriação”. A tradução mais extrema e moderna desse enunciado foi modelada nas operações do que hoje são chamados os Black Blocs: ocupar um território ou espaço durante uma manifestação, destruir propriedades capitalistas como bancos, comércios de luxo, sedes de multinacionais e expressar com isso o repúdio ao sistema.
Como se viu na reunião de cúpula do G-20 em Londres, e a da OTAN organizada dias depois na cidade francesa de Estrasburgo, os Black Blocs são a lança inflexível dos enfrentamentos com as forças da “ordem” e a ocupação momentânea de certas zonas centrais das cidades: “Se trata de mostrar ao poder que isso é uma nuvem de desordem, e de celebração anti-sistema capitalista”, explica Julien, um Black Bloc belga que participou da tomada do Banco da Inglaterra durante a reunião do G-20 e logo depois viajou à França para integrar os BB que participaram das manifestações em Estrasburgo durante a reunião da OTAN.
OTAN, Banco Mundial, G-7, G-20, Fundo Monetário Internacional, Cúpulas Européias, Organização Mundial do Comércio, são “nossos alvos ‘preferidos’ porque estas instituições encarnam a pior versão da gestão de assuntos humanos”, complementa Julien. Os BB não são, contudo, um movimento organizado ou uma estrutura funcional com uma doutrinação. Se trata de um núcleo horizontal, de um grupo de afinidades que se formam segundo as ocasiões e que conta com componentes de várias linhas: anarquistas, anticapitalistas, libertários, extrema esquerda, autônomos, ecologistas radicais, etc, etc. Jonathan, um aguerrido irlandês de 26 anos, adverte que não se é do Black Blocs, como se afirma ser comunista ou de extrema esquerda. Black Bloc não é uma “marca” mas sim pertence em suas atitudes a eles mesmos. “Não somos uma nuvem anarquista como nos definem por aí, mas sim encaramos uma determinada maneira de assumir nossas ações.” Os BB mudaram o esquema de organização tradicional do movimento operário, estudantil e de movimentos sociais. Os chamados “grupos de afinidades” representam a idéia de comunidade ou de pertencimento à uma classe para criar uma gestão não-centralizada, independente das demais, mas com um objetivo de ação em comum, para aquele determinado momento: sejam os bancos, lojas de luxo etc.
A marca operacional dos BB já deu a volta ao mundo, sempre entram em cena com carrinhos cheios de projéteis como limões e soro fisiológico contra os gases lacrimogêneos. Alguns usam capacetes de moto, outros panos cobrindo o rosto, máscaras de natação ou de esqui, máscaras de gás ou com rostos de algum dirigente mundial, paus, correntes e em alguns casos coquetéis molotov. Jean Michel, um BB francês que foi detido em Estrasburgo logo após o incêndio de um hotel e de um centro comercial, admite que com essas ações “não é para mudar a sociedade, ou transformar radicalmente o sistema. Mas queremos ao menos demonstrar que não nos resignamos, que frente à violência oficial que nos é impingida diariamente, à todo o controle, a desigualdade destruidora e à impunidade dos sistemas há uma confraria insurgente que afirma que esse não é o seu sistema, e nem suas práticas”.
O nome Black Blocs provêm dos primeiros grupos críticos, quando no centro das manifestações se agrupavam em bloco, vestidos de negro. As interpretações de suas origens, ainda que divergentes, tem uma mesma raiz: são os movimentos de ultra-esquerda da Europa que iniciaram as ações dos anos 80. Entre eles, se destaca o movimento autônomo alemão, que se caracterizou pelo enfrentamento direto com a polícia, e ocupação de ruas e espaços públicos. O coletivo alemão "Schwarzer Block” se formou nos anos 80 em defesa de lugares autogestionados e do direito à ocupação de casas desocupadas. Este ramo nascente propunha uma crítica e uma prática radical em total ruptura com os modos de protesto tradicionais. Os BB entraram logo em cena, em ocasiões ambas muito reprimidas: uma em 1991 nos Estados Unidos durante a manifestações contra a Primeira Guerra do Golfo, a segunda e mais espetacular em 30 de novembro e 1 de dezembro de 1999, na cidade de Seattle, quando da reunião de cúpula da OMC. A reunião teve de ser interrompida graças às manifestações e ações provocadas pelos BB.
Foram a partir desses episódios que os Black Blocs levaram a prática a idéia de Zonas Autônomas Temporárias teorizada por Hakim Bey. Os BB destruíram vitrines de bancos, cafés, restaurantes, bares burgueses e sucursais da Nike. Ao longo de muitas horas, mais de um bairro da cidade de Seattle foi ocupado e transformado em ZAT.
O grupo Revolutionary Anti-Capitalist Block (RACB) e Anti-Statist Black Bloc (ASBB) são os BB mais conhecidos pela envergadura de suas ações. Há também grupos como os Clown Bloc, que introduziram uma forma distinta de ocupação mediante a paródia na esfera pública oficial e as instituições graças à uma demonstração de espetáculos e teatros de rua.
Ainda que o princípio dos Schwarzer Block estendeu-se ao mundo inteiro, segue sendo na Alemanha onde persistem com mais força. Os BB agrupam mais de 70 organizações cuja atividade vai de Berlim, passando por Hamburgo, Ruhr até Dresde. Segundo informes alemães, esse exército anarquista apresenta por volta de 6000 pessoas. A forma desses grupos se encontrarem tem sido a internet, uma passarela de comunicação ideal que vem “decompor a imagem das instituições e do sistema que domina o mundo”, explica Franz, um BB alemão. Antônio, de origem espanhola, resume todo o pensamento dos BB quando afirma: “A única forma de colocar o capitalismo em perigo é atacando seu coração, ou seja, a propriedade”. Os Black Blocs se apresentam como um antídoto contra o conformismo. No entanto, seu modo de ação há acentuado também a amplitude e brutalidade da repressão policial e das “forças da ordem”. Antonio, porém, descarta essas críticas ao explicar: “É o preço para que o capitalismo exterminador sofra em sua própria carne as degradações humanas que ele mesmo comete”, uma vez que, com ou sem BB, as repressões policiais e violências, sempre estiveram aí.

Por Eduardo Febbro - Desde Paris

Tradução > Palomilla Negra

agência de notícias anarquistas-ana

A diversidade do movimento anarquista mundo afora


[Acontecerá nos próximos dias em diversas partes do mundo uma série de eventos libertários que espalham a luta, a intensidade, a vibração, a história e a diversidade do movimento anarquista atual, que, "aos trancos e barrancos", segue crescendo paulatinamente. Na seqüência uma "pequena" mostra desta vivacidade anárquica.]
[Portugal]
Em 22, 23 e 24 de maio acontece em Lisboa a “Feira do Livro Anarquista”. Segundo o/as organizadores da jornada, eles querem “ir além da informação e da opinião. Partindo de diferentes projetos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de idéias anarquistas, onde cada um destes projetos se possa desenvolver. Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.” Mais infos: http://www.blogger.com/feiradolivroanarquista.blogspot.com
[Reino Unido]
Anarquistas da cidade de Cardiff vão realizar pela primeira vez, em 23 de maio, a "Feira do Livro Anarquista". O encontro apresentará durante um dia palestras, debates e um espaço para a criação de redes, bem como barracas com livros, revistas, jornais, DVDs, CDs, camisetas, bottons e muito mais, com as contribuições de grupos locais, nacionais e organizações internacionais, distribuidores, editores, campanhas, ativistas e coletivos anarquistas. O evento será encerrado com um grande painel de discussão sobre "o tipo de movimento anarquista que queremos". Mais infos: http://www.southwalesanarchists.org/
[Itália]
Acontece em Modena, numa antiga fábrica de queijo ocupada, nos dias 22, 23 e 24 de maio, a tradicional "Feira da Autogestão". Três dias de debates, exposições, mostra de filmes, concertos e oficinas práticas aqui e agora de alternativas autogestionárias. Exemplo: "Laboratório de autoprodução de energia solar". Mais infos: http://www.libera-unidea.org/
[México]
A Federação Local Libertária organiza no dia 23 de maio, no Centro Social Libertário Ricardo Flores Magon, no Distrito Federal, capital do México, a “Videorevista SIN(A)PSIS e NOTILIBERTAS”. Si[a]psis é um projeto de contra-informação audiovisual cujo objetivo é a difusão das idéias e práticas de distintos movimentos sociais autônomos, autogestivos, revolucionários e libertários na República do Chile. Por outro lado, A Cooperativa Libertas Anticorp é um projeto libertário que trabalha os meios livres, mediante a criação e difusão de material de TV pela internet e material de vídeo documental copyleft e creative commons. São abordados temas do movimento político- social no México como Oaxaca, Atenco, Chiapas, Guerrero etc. Na programação do evento palestras com o/as realizadore/as de ambos os projetos; projeção e debate dos melhores trabalhos de ambas as produtoras libertárias; e venda das edições de Videorevista Sin(a)psis e os documentários da Libertas Anticorp. Mais infos: http://colectivoautonomomagonista.blogspot.com/
[Brasil]
No Rio de Janeiro, nos dias 26 e 27 de maio, acontece o “Colóquio 200 Anos de Proudhon”. De acordo com os organizadore/as, a realização deste colóquio “visa apresentar este pensador aos setores dos movimentos sociais e comunidades acadêmicas que se interessem por ter contato com a vida e a obra de Proudhon, explorando diversos temas como: “Proudhon e a Dialética”, “O mito da classe produtiva em Proudhon”, “A Contribuição de Proudhon para o Brasil”, “Crítica à Propriedade pelo Movimentos Sociais”, “Proudhon e a Franco-Maçonaria”, “Proudhon e Educação”. Mais infos: http://www.ifcs.ufrj.br/~amorj/
Ainda no Rio de Janeiro, no Centro de Cultura Social, no dia 23 de maio, acontecerá o lançamento do livro "Anarquismo Social", feito pela Federação Anarquista do Rio de Janeiro (FARJ), “após cinco breves, mas não menos intensos anos de luta política e social”. A obra lietrária passa por diversos temas: anarquismo social; luta de classes e relações centro-periferia; breve história do anarquismo no Brasil; perda e tentativa de retomada do vetor social do anarquismo; capitalismo e Estado; a revolução social e o socialismo libertário como objetivos finalistas; os movimentos sociais e a organização popular. Na ocasião também será inaugurado o cine-clube “Tiê-Sangue”, com a exibição de filmes produzidos pelos coletivos de produção visual “Tiê-Sangue” e “Bucaneiro”. Durante o evento comes e bebes. Mais infos: http://www.farj.org/
[Espanha]
A "Feira Libertária" de Madri acontece em 22, 23 e 24 de maio. Na programação debates: “Nacionalismo e Anarquismo”, “Movimento Obreiro durante os anos 70 e 80”, “Mulher e Anarcosindicalismo”; mostra de vídeos: “Movimento de bairro em Atenas”, “Mulheres Livres”; mais exposição, venda e lançamento de livros: “José Pellicer. Um Anarquista”, “Anarcosindicalismo. Teoria e Prática”. Todos os dias comedor vegano. A Feira é organizada e acontece no amplo espaço da Federação Local de Madri da CNT-AIT. Mais infos: http://sovmadrid.cnt.es/comunicamos6.htm#feria
Em Barcelona, de 26 a 31 de maio, acontece o “OVNI 2009 RIZOMAS”, com uma extensa e ótima programação de vídeos, concertos, intervenções e debates, com John Zerzan, do Green Anarchy, “Critica da Civilização”; Espai em Blanc, “Digno é tudo aquilo que merece não ser destruído”; Abdelnour Prado, “O islam como anarquismo místico”; E.Duran, M.Deriu e F.Schneider, “Frente à crise do crescimento, Decrescimento!”; e Alberto Arce. “Gaza, Riscados do mapa”. Mais infos: http://www.desorg.org/ Rizomas: “Um sistema sem centro, hierarquias nem significado fechado, sem um General e sem memória organizativa ou automatismo central, definido unicamente por uma circulação de estados e intensidades”.
A “8º Tatoo Convenção" de tatuagens beneficente aos preso/as e acusado/as judicialmente, acontece em Barcelona, no Ateneu del "Maig 37", em 22, 23 e 24 de maio. A primeira Convenção foi realizada em Roma (Itália), em maio de 2007, depois em Torino, Barcelona em outubro de 2008, em maio de 2008 novamente em Roma, em setembro em Chiclana, Cadiz, em outubro em Tessalônica (Grécia), e neste ano, em 15, 16 e 17 de maio em Roma e agora em 22, 23 e 24 em Barcelona. O/as organizadore/as explicam: “A cada ano se expande mais o “Tattoo Circus” como outra ferramenta solidária e autogestionária. Na “Tattoo Circus” participam tatuadores, piercings, malabaristas e tantos outros personagens de forma desinteressada, sem fim lucrativo, em um encontro solidário comum, a Liberdade! Não se pretende competir, nem exigir níveis artísticos. Participam quem esteja aberto a um encontro de amizade, intercâmbio de experiências e, sobretudo, uma causa comum. A entrada não será cobrada, mas não pode entrar cachorros, nem outro animal, por uma questão de higiene. O bar terá preços populares e os comedores serão a vontade, porque pretendemos uma consciência sem exigir um preço pautado. Neste fim de semana desfrutaremos de grafites, exposições de cartazes, tatuadores de diferentes estilos, escarificações, concertos, comidas, uma variedade de malabaristas, acrobatas, clown, equilibrismo, trapézio, mágicas, suspensões (se buscas adrenalina, venha se pendurar!), curtas metragens, amigo/as, risadas, surpresas, aplausos, criatividade, informação, DJs, bailes, tragos e muuuuuita tinta.”
De 23 até 30 de maio a CNT-AIT de Sevilha organizará a "XI Jornadas Libertárias". O/as organizadore/as contam: “A Jornada começa com uma festa com as avós de São Bernardo e culminam com itinerário histórico nas vizinhanças onde foi gestada a resistência trabalhadora ao Golpe de Estado de 18 de julho de 1936. Em ambas caminhadas conheceremos histórias diversas que representam uma mesma luta para conquistar e construir espaços de liberdade e solidariedade. Assim apresentaremos o livro “Anarquismo e Antropologia”, do nosso companheiro Beltrán Roca. Também conheceremos propostas de autogestão libertária como alternativa ao modelo capitalista atual. Além disso, debateremos a luta pela defesa de uma cultura livre, contra as políticas oficiais restritivas que estão sendo impostas e intensificadas dia-a-dia, e ainda teremos a oportunidade de passar uma tarde com o/as vizinho/as de alguns bairros em luta de nossa cidade, que compartilham o objetivo comum de ser protagonistas de sua própria história cotidiana. Estas Jornadas será um lugar de encontro, debate e discussão ao redor de idéias e práticas de luta coletiva e um espaço comum em que vamos nos divertir, compartilhar experiências, abrir novas perspectivas e somar forças para continuar a luta.” Em todos os dias da Jornada haverá degustação de produtos da La Ortiga (cooperativa de consumo de produtos ecológicos de Sevilha). Mais infos: http://sevilla.cnt-ait.es/cms/index.php?option=com_content&task=view&id=191&Itemid=1
[Grécia]
Durante os dias 27, 28, 29, 30 e 31 de maio acontece a "4˚ Feira do Livro Anarquista" dos Bálcãs, nos dias 27 e 28 a Feira rola em Tessalônica, já em 29, 30 e 31 o evento passa a acontecer em Atenas. Ambas sob o lema “Bálcãs, da exploração e nacionalismo, aos Bálcãs de solidariedade e luta”. Na programação, além das mostras de vídeos e lançamentos de livros, festival de canções balcânicas, discussões sobre: “A história do Movimento Anarquista Búlgaro”, “Nestor Makhno”, “Bálcãs nacionalistas aos Bálcãs de solidariedade”, entre outros temas. O evento contará com a participação do conhecido historiador anarquista sérvio Andrej Grubačić. Mais infos: http://www.balkanbookfair.org/
[EUA]
Nos dias 21, 22, 23 e 24 de maio, em San Francisco, na Califórnia, acontece o "Festival e Convergência" em comemoração ao 29º aniversário do Food Not Bombs (Comidas Sim, Bombas Não), com uma série de eventos ao ar livre e num anfiteatro, com uma programação muito boa em torno de debates, mostra de filmes, exposições, performances com palhaços e dançarinos, concertos, jogos, oficinas, atividades e espaços para crianças. Tudo numa área de 317 hectares, com árvores, trilhas... no meio da natureza! Mais infos: http://www.soupstock.org/
Da Lua Nova à Lua Cheia, de 24 de maio a 6 de junho, acontece no Sul do Colorado, na Floresta Nacional, num ambiente selvagem, o "Acampamento Anti-civilização e Primitivista", chamado de "Feral Futures", que estará "centrado" em diversos workshops, estratégias e táticas anti-civilização e primitivistas, entre outras atividades de conexão com a natureza. Mais infos: www.myspace.com/feralfutures
agência de notícias anarquistas-ana

sábado, 4 de abril de 2009

[França] Anarquistas causam um grande estrago em protesto contra a Otan em Estrasburgo, polícia prende mais de 100

[Vestidos de negro e encapuzados, armados com paus, pedras, bandeiras negras e muita disposição, centenas de anarquistas invadiram e causaram um grande estrago no centro da cidade de Estrasburgo, num protesto anti-Otan.]

Polícia francesa deteve nesta quinta-feira (2) mais de 100 ativistas após um confronto entre militantes anti-Otan e as forças de segurança na cidade de Estrasburgo, onde a Otan realiza uma reunião de cúpula na sexta (3) e sábado (5), que marca o 60º aniversário da aliança atlântica.

A tropa de choque usou gás lacrimogêneo contra os manifestantes forçando-os a recuar para o “Vilarejo/Acampamento Autogestionário”, situado no sul da cidade, numa floresta. Contudo dezenas de manifestantes foram detidos e colocados de bruços.

No centro da cidade, os cerca de 500 ativistas quebraram vitrines, vandalizaram carros, viaturas e montaram barricadas nas ruas. Não houve feridos.

Os manifestantes também atacaram um veículo policial que cruzou seu caminho. Um jovem enfiou uma vara pelo pára-brisa. Um dos dois policiais chegou a sacar sua arma e a apontou para cima, dando tempo para que o motorista manobrasse e fugisse.

Desde terça-feira (31) à noite vem sendo registrados incidentes entre a polícia e militantes anti-Otan, que estão concentrados num "Vilarejo/Acampamento Autogestionário", local onde estão sendo realizadas diversas atividades, que tiveram início nesta terça-feira (31) e vai até domingo (5). Granadas ensurdecedoras e de gás lacrimogêneo já foram lançadas pelas forças de ordem nos arredores do acampamento.

Estrasburgo foi transformada numa cidade em estado sítio. Milhares de policiais estão espalhados pela cidade. Centenas de pessoas estão sendo impedidas de entrarem no município para os protestos. Há controles em todas as fronteiras francesas. Autoridades francesas e alemãs elaboram uma “lista negra” de militantes “fichados” e "perigosos". França e Alemanha organizam a cúpula conjuntamente.

Os eventos oficiais em comemoração ao 60º aniversário da Otan vão acontecer na cidade francesa de Estrasburgo e as alemãs de Baden Baden e Kehl, nesta sexta-feira e no sábado. No total, 28 chefes de Estado ou de governo, entre eles o presidente estadunidense, Barack Obama, vão participar da cúpula.

Vídeo do protesto: http://www.dailymotion.com/video/x8uw5c_premier-jour-demeutes-sommet-de-lot_news

Mais infos:

Federação Anarquista Estrasburgo: http://fastrasbg.lautre.net/?+-Sommet-OTAN-Strasbourg-Kehl-2009+

Rádio Anti-Otan: http://stream.giss.tv:8000/antinato.mp3.m3u

Coordenação Anti-Otan Estrasburgo: http://sommet-otan-2009.blogspot.com/

Dissent: http://dissent.fr/

Vilarejo/Acampamento Autogestionário: http://village2009.blogsport.de/

Anti-repressão em Estrasburgo: http://www.antirepression.org/



agência de notícias anarquistas-ana

sexta-feira, 3 de abril de 2009

[Alemanha] Ações diretas incendiárias na Alemanha

[A seguir resumo de uma série de ações diretas que ocorreram nos últimos dias na Alemanha. Fato que vem se tornando muito comum naquele país nos últimos tempos.]

Carro luxuoso é incendiado em Berlim
[29 de março de 2009]
“Na noite de 29 de março, nós ateamos fogo a uma Mercedes que estava estacionada próximo ao Parque Treptower, em Treptow, distrito de Berlim. Com esta pequena contribuição na contínua guerra social, enviamos saudações calorosas ao/às companheiro/as do Chile, que mantêm viva a memória da luta.
Aqui, como lá, corações rebeldes contra a dominação em todas suas formas”.

Duas lojas da Thor Steinar são atacadas simultaneamente em Berlim
[26 de março de 2009]
Duas lojas da Thor Steinar foram atacadas por homens encapuzados. As janelas foram quebradas e as roupas danificadas, ninguém foi ferido.
Por volta das 11 horas da manhã, quatro ciclistas mascarados passaram pela loja localizada na Petersburgerstraße em Friedrichshain e atiraram paralelepípedos contra as janelas. Logo em seguida, um “forte e asqueroso material” voou pelos ares e acertou a parte traseira da loja. Os autores da ação escaparam. Quase que ao mesmo tempo, outras quatro pessoas encapuzadas foram para a outra loja da Thor Steinar localizada na Mitte e picharam o interior da loja, logo em seguida ele/as fugiram.
A marca Thor Steinar é conhecida como um símbolo dos neonazistas e da direita extremista. Desde a inauguração da loja os protestos sempre estiveram presentes, manifestações que iam até a loja, que acabava sendo atacada com pedras e bombas de tintas.

Ataques contra a Siemens e uma companhia de limpeza em Berlim
[21 e 22 de março de 2009]
Carros foram novamente incendiados em Berlim. Durante o final de semana sete carros foram vítimas de ataques incendiários. O número de carros queimados somente em Berlim, neste ano, já alcançou a soma de 50 veículos, disse um porta-voz da polícia.
Primeiro, no sábado pela manhã, pessoas desconhecidas atearam fogo a três carros em Reinickendorf.
Moradores notaram as chamas em dois Touran da Volkswagen que estavam estacionados próximos um ao outro na Lindauer Allee, aproximadamente às 6h15 da manhã, e daí chamaram os policiais e o corpo de bombeiros.
Quase ao mesmo tempo, outro Touran foi posto em chamas na Brusebergstraße. Outros dois carros foram danificados pelas chamas.
Os três carros que foram alvos de ataques eram pertencente à companhia Siemens.
No domingo, carros foram incendiados em Kreuzberg e Neukölln: uma pequena Van de uma companhia de limpeza foi incendiada na Blücherstraße, o material de limpeza também pegou fogo.
Aproximadamente às 4h30 da madrugada, outra Van foi incendiada na Ringbahnstraße.

Carro é incendiado no estacionamento dos funcionários da JSA Plötzensee (prisão) em Berlim
[20 de março de 2009]
Um carro foi incendiado à noite na Friedrich-Olbricht-Damm em Charlottenburg. Dois trabalhadores da JSA Plötzensee (uma prisão de Berlim) noticiaram dois homens por volta das 9 horas da noite, que estavam próximos a um carro da Opel parados em um estacionamento dos funcionários da prisão. Pouco tempo depois eles escutaram um barulho estrondoso e o carro estava em chamas. O carro foi completamente destruído. Os autores da ação escaparam.

Autônomos tempesteiam o palanque de Nacionalistas-Alemães em Freiburg
[18 de março de 2009]
Um grupo de pessoas da cena autônoma atacou e destruiu um palanque eleitoral do partido nacionalista germânico “Futuro Alemão” que foi montado na Bertoldsbrunnen. Ninguém foi ferido.
A polícia falou de umas cinco ou seis pessoas que fizeram a ação por volta das 4 horas da madrugada, porém uma testemunha da cena antifascista falou de dez à quinze pessoas encapuzadas.
Os autônomos antifascistas descrevem o “Futuro Alemão” como um grupo oriundo de uma divisão do partido direitista alemão Republikaner.

Três Vans da DHL são incendiadas em Karlsruhe
[18 de março de 2009]
Aproximadamente às 3h30 da madrugada, três Vans da DHL foram incendiadas no estacionamento do centro de logística da DHL situado na Rüppurrer Straße, causando danos estimados em 120.000 mil euros.
Duas Vans foram completamente destruídas ao passo que a terceira teve suas chamas parcialmente interceptadas pela ação dos bombeiros. Durante o dia, uma reivindicação chegou a vários meios de comunicação locais, assinada por um até então desconhecido grupo chamado “Anti-militaristas Militantes”.
Assim como o próprio grupo explica, o ataque pode estar ligado aos iminentes protestos contra o encontro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Baden-Baden, Kehl e Strasbourg que serão realizados nos dias 3 e 4 de abril.

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

[Amazonas] Depoimento de uma jovem libertária vitima de ataques skinheads em Manaus

“No dia 09 de janeiro de 2009, estávamos na praça do Congresso, depois de ter vindo do trabalho (malabares no semáforo) quando chegaram um grupo de dezesseis skinheads nos ameaçando e nos chamando para um confronto por não querermos brigas, saímos em direção ao Largo do São Sebastião. Chegando lá, alguns amigos nos informaram que o grupo estava no local mais cedo e que poderiam voltar. Saímos do Largo São Sebastião rumo à parada de ônibus em frente ao colégio militar conversando e fumando cigarros, quando fomos agredidos pelos skinheads que havíamos encontrado mais cedo, estes estavam num bar comemorando sua vitória. Quando nos viram, levantaram e começaram a jogar garrafas de vidro em nossa direção, além de pedras, pau e tudo que eles encontraram no caminho.

Para me defender, me escondi atrás de um poste, e eles começaram a me insultar, três deles partiram para cima de mim, um deles me segurou pelo pescoço e os dois me socavam nas costas, na perna, na barriga, cabeça, por todo o corpo. Com isso, segurei os materiais do meu trabalho (garrafa pet com gasolina e minhas correntes de malabares) quando a garrafa espocou em minha mão molhando um deles e a mim. Como estava fumando, o contato com o cigarro ocasionou um incêndio, queimando a mim e ao que estava me segurando pelo pescoço. O fogo atingiu meu rosto, cabelo e parte do pescoço e costas. O rapaz que estava me segurando, se jogou no chão, onde estava molhado de gasolina, aumentando a queimadura. Eu saí correndo em busca de ajuda para tentar apagar o fogo em mim. Fui socorrida por um casal que estava indo para a parada de ônibus comigo que haviam se escondido próximo ao Rêmulo’s e o rapaz foi socorrido pelo vendedor de churrasquinho que estava na esquina, ele jogou o balde de água no rapaz. Voltamos para a praça do Congresso, em busca de alguém para nos levar para algum hospital, um restante do grupo de skinheads subiram com a polícia nos apontamos (a mim e a meu marido), e a polícia nos levou preso.

Depois de muita relutância dos skinheads, os policiais nos levaram até o lugar de onde tudo aconteceu. Chegando lá, a outra metade do grupo skinheads estava em um carro negociando com os policiais, que estavam em outra viatura com nosso amigo, Leilson, para ser levado a um varadouro, ele já tinha sido pego pela polícia e colocado dentro da viatura. Um dos policiais tiraram meu amigo de dentro da viatura e o entregou aos skinheads, onde foi surrado violentamente, quebrando a maxilar, arreando dois dentes da frente.

Chegamos na viatura, fomos colocados junto ao Leilson que estava com o rosto desfigurado e sangrando muito, assim presenciamos a negociação que acabou não acontecendo.
Passado quase dois meses disso, no dia 28 de março de 2009, estava em casa quando chegaram dois amigos avisando que eles haviam sido espancados por policiais que tem relações com skinheads e que o Leilson também tinha sido pego, ele foi levado para o mato próximo ao condomínio Tocantins na Avenida Constantino Nery junto com o Reginaldo, mas o Leilson estava vestido de “punk” e o Reginaldo não. O Reginaldo foi solto e o Leilson não. Acredito que o modo de como o Leilson estava vestido foi o motivo pelo qual o seguraram e até agora está desaparecido.

Sou cobradora de ônibus e estou afastada da empresa fazendo tratamento médico devido às ameaças que já vinha sofrendo por esse grupo. Por isso fazia malabares na rua, pois estava a um mês sem receber da empresa, agora não posso mais fazer malabares na rua devido às ameaças que aumentaram e se tornaram constantes que sofro pelo referido grupo"

Duda - Manaus, 29 de março de 2009

agência de notícias anarquistas-ana

quinta-feira, 26 de março de 2009

[Espanha] Anarquistas saqueiam um supermercado em Santiago de Compostela



Na manhã desta terça-feira (24), um grupo formado por uma dúzia de anarquistas saqueou um supermercado da rede GADIS, situado no Campus Norte, na cidade de Santiago de Compostela. O grupo encheu cerca de uma dúzia de cestas de compra de numerosos produtos e marcharam sem pagar; em seguida repartiram os objetos expropriados entre as pessoas que se encontravam nas imediações daquele estabelecimento comercial.

Segundo o grupo, “estas expropriações de produtos de primeiras necessidades têm como fim espalhar este tipo de ação entre a população, demonstrando que o “roubo” é fácil, divertido e conseqüente, como formas de lutas anticapitalistas”.

"Com essa ação também queremos questionar a mera existência da propriedade privada da forma mais coerente que conhecemos, ou seja, expropriando e saindo pela porta sem pagar e distribuindo para quem queira”, explicam.

Abaixo a sociedade espetáculo-mercantil!

Anarquistas culpáveis de solidariedade!

agência de notícias anarquistas